
Estradas ancestrais revelam no Acre uma Amazônia pré-colonial organizada e conectada
Colaboração de Alceu Ranzi. O texto se baseia em pesquisas publicadas na revista científica Cambridge University Press, especialmente no estudo Pesquisas

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Fotos de satélite mostram estruturas milenares na Amazônia e reforçam importância arqueológica diante de ameaças da expansão agrícola Imagens recentes

As grandes estruturas escavadas no chão por povos originários há mais de 2 mil anos foram descobertas na década de

Paleoamazonia é um projeto editorial que traz nova dimensão sobre a compreensão histórica da Amazônia, “uma região habitada, transformada e

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O Instituto Geoglifos da Amazônia está presente no Workshop Nórdico-Brasileiro pré-COP30 – “Conectando saberes para ciência com impacto na Amazônia”,
Expedição – Desvelando o Passado Profundo
Os geoglifos são impressionantes estruturas escavadas no solo, formadas por valetas e muretas que criam figuras geométricas de diferentes formatos e dimensões. Esses sítios arqueológicos estão localizados na região sudoeste da Amazônia Ocidental, especialmente na porção leste do Estado do Acre, em áreas de interflúvios, nascentes de igarapés e várzeas, principalmente ao longo dos rios Acre e Iquiri.
Até o momento, mais de 1000 sítios arqueológicos desse tipo foram identificados no Acre, número que continua crescendo conforme novas pesquisas são realizadas, inclusive na região sul do Amazonas nos municípios de Boca do Acre e Lábrea.
Prestamos nossa profunda homenagem à Professora Rosalie Benchimol pela sua essencial valorização da pesquisa científica na região amazônica.
Seu compromisso incansável com a educação, a ciência e a história do Amazonas abriu caminhos que hoje trilhamos com gratidão e respeito. Foi por meio de seu incentivo, coragem intelectual e visão de futuro que muitas iniciativas científicas ganharam voz, espaço e legitimidade.
“Desvelando o Passado Profundo” não é apenas uma exposição de descobertas arqueológicas, mas também um testemunho do legado que Rosalie nos deixou: o de olhar para a Amazônia com os olhos da curiosidade, do rigor científico e, acima de tudo, do pertencimento.
Seu legado vive em cada pesquisa que ousa perguntar, em cada imagem que revela o invisível.